sábado, 24 de janeiro de 2015

COMO A TV INFLUENCIA SEUS RELACIONAMENTOS

João e Teresa viviam maritalmente havia quatro meses. João era professor e Teresa estudante do secundário.
Todas as noites, Teresa via telenovelas. E de dia conversava com as amigas sobre infidelidades e magoas nos relacionamentos, entre outros acontecimentos infaustos.
Um dia a Teresa assistiu a uma telenovela em que um dos personagens era professor. Num dos capítulos da telenovela o professor se apaixonou por uma das alunas. Mais tarde, na cena, o professor e a aluna passaram a ter relações amorosas em oculto, embora o professor fosse casado.
A Teresa encarnou a cena da telenovela, demovendo-a para a sua vida conjugal associando, também, as conversas que sempre tinha com suas amigas. Consequentemente passou a ter um pensamento distorcido sobre João, seu esposo. Imaginava cenas que talvez o seu cônjuge nunca tivesse pensado em fazer.
Com base em seus próprios raciocínios, concluía que o seu esposo se apaixonara por uma de suas alunas. Assim, se deprimia e injustificadamente sofria.
Certa vez o esposo se atrasava a chegar a casa. Teresa ligou para o telemóvel do esposo:
Trin, trin, trin, trin! O telefone chamou muito, porém ele não atendia.
Ela ficou prenhe de vil ciúme, pensando que o esposo a estivesse traindo. Não parou para pensar se algo ruim tivesse acontecido com o esposo, ou se estivesse reunido com os colegas.
Quando o esposo chegou a casa, a Teresa, toda brava, começou a disparar ofensas contra esposo:
-Só agora? Com quem estavas?
-Como assim com quem estava? Não sabes que fui trabalhar – respondeu o João.
-Ai é, desde quando é que foi alterado o horário?- Perguntou-lhe novamente.
-Certo. Mas acontece que estivemos reunidos com o director para acertarmos o calendário das provas- respondeu o esposo.
Essa é a mentira que planificaste para me acalmares? Não sou e nunca fui burra – furiosa, disse ela.
Repare que nem com as explicações de João a Teresa conseguiu aplacar-se. E isto porque ela despiu-se da sua essência, o seu verdadeiro ser, e passou a ser o que ouviu algures e o que via nas telenovelas. Já não era ela mesma, porém a vítima das telenovelas sacrificando, desse modo, João que nem sequer tinha culpa da sua ignorância.
E como João era mais autêntico que ela e sabia de certa forma, dos problemas da esposa, relutava em prosseguir com as discussões. Mas episódios do gênero se repetiam amiúde, a Teresa atiçava briga sempre que o esposo chegasse um pouquinho atrasado, ou quando tivesse “apetite” de agredi-lo.
E depois de brigas prolongadas os dois acabaram por se desentender e o relacionamento se deteriorou, embora tivessem uma filha. No momento em que escrevo esta página, João e Teresa procuram salvar o seu lar, no entanto com bastantes complicações.
Muitos dos que se casam ou que se enamoram são muito apegados a medias, ou seja, transformam as suas relações naquilo que vêm na tv.
Dispensam o tempo e a paciência de parar um pouco e pensar no que vêm na tv e não conseguem perceber que o que se encena nem sempre tem congruidade com a vida real.
Com isso, alguns jovens e não só, acham que devem levar a mesma vida daquela que se vê em filmes e novelas como trair o parceiro, conquistar a namorada/esposa do amigo.
No entanto, devemos lembrar a prior que, embora haja pequenas convergências, o que se representa em filmes e novelas, é diferente da vida real. E muitas dessas cenas visam mais a obtenção de lucro para os bolsos dos realizados e actores, que nos dar boa educação. Dessa feita não seria correcto praticarmos tudo o que vemos na TV.
Apesar de nas novelas serem representados alguns aspectos positivos, o mais inusitado é que muitos dificilmente conseguem imitar o lado positivo daquilo que vêm na TV ou internet. Muitos preferem imitar as traições, a fidelidade; preferem o ódio ao amor… preferem o lado perverso ao lado socialmente útil.

Quanto às traições, alguns não partem imediatamente para a tal prática. Primordialmente criam um espiral utópico e tóxico que, depois de vários e prolongados contactos com tais cenas, deixam de ser o que realmente são para, portanto, serem programados pela TV, ou internet. Não conseguem contralar os seus sentimentos, muito menos os seus pensamentos.
Com o tempo passarão a achar que se na novela ou filme Y certa personagem traiu o seu cônjuge, também é normal que traiam. Podem assim pensar:
o meu cônjuge está a trair-me. A personagem da novela/filme, ao trair o seu parceiro se comportou do jeito semelhante ao do meu cônjuge, logo não resta dúvida que estou sendo traído/a também.
Portanto, pensamentos como esses vão sendo ruminados pelas vítimas da mídia que depois começam a orquestrar reacções que por vezes chegam a se repercutir em amarguras, feridas sentimentais, contrição e outros desconfortos. E isto baixará a confiança de uma parte para com a outra azedando, assim, a relação e opondo as partes.
          No entanto cabe lembrar que mesmo se tenha a evidência de que você é traído pelo seu cônjuge, não seria lógico que fizesse o mesmo, pois poderá acarretar mais problemas e agravar mais a situação; e não se deve esquecer que essas atitudes têm tido consequências que nem sempre são reversíveis.
         Igualmente, não se queira dizer que a vida encenada nos filme ou novelas ou mesmo as histórias que se ouvem de outras pessoas se reflictam necessariamente em nossas vidas.






                                                    

Amar é confiar
       Deveras quando se diz maldito é o homem que confia noutro homem se quer dizer - pelo que parece ser - que, além de confiar-se em Deus, também se deve confiar em si para que se ganhe a confiança dos outros. Pois não seria lógico esperar que o seu próximo o confie sem que você, além de confiar em Deus, confie também em si.
Se bem o caro ledor se lembre, Deus confiou em certos homens da História Bíblica para certas funções. Foi o que aconteceu quando delegou Moisés para servir de intermediário na libertação do povo de Israel do Egipto, bem como a confiança que teve para com Abraão e outros. Mas esses homens demonstraram, antes de tudo, confiança em Deus e em si, pelo que não se deixavam levar pelas concupiscências do mundo.  Foram homens muito fortes e autênticos que demonstraram fé em Deus e, portanto, poderiam resistir contra qualquer aliciamento pecaminoso.
Por outro lado, Jesus Cristo também fez o mesmo ao escolher doze homens aos quais ensinou a sua doutrina a fim de que, depois de ele ter regressado aos céus, dessem a continuidade do seu evangelho.
Portanto se não houvesse confiança de Deus para com os homens que acabamos de descrever agora, bem como de Jesus para com os seus discípulos, teríamos todos os motivos de não confiarmos em ninguém ao pé da letra.
Se assim fosse, a sociedade humana pereceria há muito tempo, e nem haveria história para ser contada.
Pois se estamos onde estamos, é porque, além das confianças de Deus e Jesus para com os homens descritos, houve certa confiança entre certos homens e esta mesma confiança é que garantiu- e continua a garantir- o progresso social e a continuidade da sociedade humana.
Sem a confiança entre os homens não existiria família nem religiões, ciências nem tecnologia. Não haveria educação ou qualquer instituição, nem tão-pouco estado, porque os homens não se juntariam para formarem sociedade. A família pereceria, porquanto nem os pais confiariam no filho, nem o filho nos pais, logo o mundo seria um verdadeiro caos.

Enfatizemos que essa confiança deve consubstanciar-se no amor. O amor verdadeiro, sem fingimento, nem medo, enfim, o amor que permita confiar para amar e amar para confiar.
     
Só o amor nos vincula, reúne, integra, identifica e prende a todos os seres na Terra pelo mais fundo de nós mesmos através de uma ‘vibração fundamental’ que nos impele inexoravelmente para a Unidade, “no Sentido do Universo, Sentido do Todo: diante da Natureza, perante a Beleza, na Música, a nostalgia se apossa de nós — a expectação e o sentimento de uma grande Presença” (CHARDIN, 1986, p. 301 9887).

         Para corroborarmos a relevância que tem o amor leiamos o que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios:

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas com a verdade;
         …o amor nunca falha.
Portanto pode-se confiar no outro homem desde que haja amor e uma autoconfiança em nós próprios e para que estes se reflictam nos outros. E no caso dos casados ou namorados, ou mesmo para qualquer relação em que se queira que outros nos confiem e nos sejam fiéis, devamos a prior cultivar estas qualidades em nós, até porque é bíblico: aquilo que quiserdes que os homens vos façam faz-lhos vos primeiros.
Para que isto seja possível Deus deve estar acima de tudo e ser a máxima prioridade de nossas vidas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Caminhos para a felicidade
Toda a humanidade busca ser feliz. Povos de todos os tempos e de todas as culturas moveram-se, movem-se e mover-se-ão para esse fim.
Ninguém se exime desta batalha e ninguém é estranho a tal situação.
A felicidade é tão desejada por todos, embora poucos consigam conquista-la. E apesar de todas as pessoas correrem atrás dela, quase ninguém consegue mantê-la por toda a vida. Alguns hoje felizes amanhã tristes e outros ontem felizes hoje tristes.
Assim, não nos cansamos de perguntar o que é a felicidade? O que é ser feliz? Como ser Feliz? Entre outras perguntas.
De acordo com o dicionário Eletrônico Houaiss felicidade é: qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar. Assim, você pode perguntar: o que é ser feliz?

                                                      O que é ser feliz?

Ser feliz é conviver, é ensinar, é aprender, é sorrir, é criar, é apreciar o belo; é conhecer e crescer com outro, é certeza. É conhecer Deus, confiar nEle. É ser livre.
Ser feliz é respeitar o próximo, aceitar e facilitar a sua felicidade, porque é o nosso semelhante.
É amar o ser humano segundo o mandamento deixado pelo Mestre da Sabedoria e do Amor - Jesus Cristo, citando: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Se assim procedermos teremos mil possibilidades para sermos felizes porque do jeito que tratarmos o nosso próximo também seremos tratados e todo o bem que fizermos a ele ser-nos-á multiplicado.
Mas o amor ao próximo não deve ser a esmo, fingido ou interesseiro. Deve ser sincero, das profundezas do nosso ser, portanto o amor altruísta.  Esse amor só se alcança por meio do arrependimento, da humildade, da compreensão do outro e na meditação; pois Deus é fonte do verdadeiro amor.
E o Mestre dos mestres, Jesus Cristo, o filho do Altíssimo Deus, mostrou que não é para os orgulhosos o amor, muito menos para os iracundos a felicidade, quando dizia aos seus discípulos que quem quisesse ser o maior tinha de servir antes aos outros e quem quisesse entrar no Reino de Deus tinha de ser humilde como uma criança.
Assim a felicidade devia estar onde possamos estar sem abismarmos ninguém, nem comprometermos o direito e liberdade de os outros viverem condignamente e com a máxima grandeza humana.
E o caminho para a felicidade é claro, é inconfundível, é nítido e aceitável do posto de vista humano e divino e assim é em todos os lugares e em todos os tempos. Porque a sensação de bem-estar é a mesma para todas. Aliás, Platão pôde reconhecer isto ao afirmar: “todos os homens buscam a felicidade”.
Pois, ninguém estando a sentir-se bem diz que está a sofrer, e estando a sofrer diz estar feliz, a não ser alguém que, por programação mental e privação do contacto social, tenha aprendido essas palavras antonimamente.


Onde encontrar a felicidade?
Desse modo penso que a felicidade está dentro de cada ser humano desde que ele volte para si mesmo. Voltar para si não é tornar-se egocêntrico, nem tão pouco tornar-se narcisista. Voltar para si quer dizer que o ser humano penetre no seu interior, folhe as páginas da sua história e releia os capítulos mais lindo da vida...
É fazer da vida uma festa, uma alegria.
É buscar a luz onde reine a escuridão; é transformar as lágrimas em sorriso e é ter a certeza dum futuro melhor mesmo que o presente não dê motivos para tal. É descortinar a verdade ainda que a mentira e a falsidade gritem mais alto; é buscar a justiça contra a persistência da injustiça.
É ajudar quem precisa e agradecer quando ajudamos um irmão, um amigo mesmo que não sejamos gratos por eles.
Ser feliz não é um mistério e não está alhures. Ser feliz não pertence à elite, aos ricos ou qualquer outra coisa.
A felicidade está em ti e está em mim, e sei que você sabe. Se não, saiba-o agora. Sabendo-o cresce em amor e em paz, mas cresce com o seu próximo. Cresce comigo, porque, também quero crescer consigo.
Junta a sua felicidade a minha e eu junto a minha a sua. Fazendo-o a nossa felicidade deixará de ser utopia e transformar-se-á em realidade.


Aprende a Valorizar as suas Conquistas!
         Já vi alguém que renunciou do seu emprego por achar injusto o salário que auferia e preferiu arrumar outro. Mas por pouca sorte, no novo emprego passou a auferir quase menos de cinquenta por cento do salário anterior.
No entanto a cena não ficou por ai. O pior de tudo é que os seus ex-colegas passaram a ganhar mais e melhor. E como se não bastasse, alguns foram promovidos e outros tiveram o privilégio de desfrutarem de bolsas de estudos e, portanto, puderam aumentar o seu grau acadêmico. Em contraste, ele se manteve estático, arrependido, sofrido e a suportar a dor de saber que se fosse mais inteligente não passaria por tal desconforto.


Também vi casais a divorciarem-se porque, o esposo, depois de passar um tempo achou que a sua mulher já não era mais atraente e, por isso, preferiu apaixonar-se por outra mulher alegando querer ser feliz - magoando a sua família, porém.
Deveras nem sempre nos contentamos com o que temos. Alguns têm problema de agradecer. Outros têm alergia à esperança, não podendo encaixar os detalhes da vida nos seus devidos lugares.
Esquecemos que a vida é prática. Muitas vezes, vivemos a rascunho, aproveitando pouco os nossos tesouros, irrigando pouco os nossos amores e só tentamos irriga-los quando começam a secar.
Preocupamo-nos mais com a opinião pública.
Por isso, sofremos mesmo existindo possibilidades de sermos felizes.
Por vivermos de comparações e imitações, não conseguimos estar gratos e felizes pelo que temos. Pelo contrário, abandonamos o nosso jardim (o que mais gostamos de fazer), deixamos de irrigar as nossas flores (magoamos os que mais amamos, a nossa família) e procuramos por terras que não são nossas.
Fugimos das nossas responsabilidades, dos nossos amores, das nossas conquistas e na ilusão de querermos impressionar a parte de fora (o público) escorregamos e caímos. Sofremos.
Por não querermos sofrer, lançamo-nos à sorte, esperando que o não querer sofrer se transforme em felicidade. Mas nos enganamos.
A felicidade não está longe de você, não está alem do horizonte, digo-lhe mais uma vez. Ela está mais próxima do que a distância do seu braço esticado. Está ali, onde você está. Está nisto, que você tem nas mãos.
E quantas vezes você pensasou nisto?
Se calhar já e muitas vezes.
Sim, tem tudo para ser feliz, mas deve irrigar esta felicidade naquilo que já é. E esta irrigação é feita sentindo amor pelo que você e segurando com satisfação a sua vitória, porque dela depende todo o sucesso. A vitória é a vida, a força que te faz continuar vivo, apesar dos desaires. E dela dependem os grandes tesouros que almejas.
Que tesouros você almeja?
Só você os sabe.
Deveras, os grandes tesouros devem crescer dos pequenos. Ou seja, para termos um bom emprego, nem sempre significa trabalharmos em gabinetes ou auferirmos salários estrondosos. Nem sempre precisamos ter um curso superior ou doutoramento para termos sucesso na vida.
Mas, isto não significa que não devamos trabalhar em gabinetes, ou que não devemos ser licenciados ou doutorados. É essencial estudarmos e trabalhemos, mas não devamos sofrer por não podermos trabalhar em gabinetes ou por não sermos licenciados ou doutorados.
Importa sentirmos amor pelo que somos e pelo que fazemos, bem como darmos graças a Deus pelo simples facto de dormirmos num dia e acordamos noutro.
Se você é lavador de carros, lave-os com muito amor e seus clientes farão publicidade da qualidade dos seus serviços, de maneira que mais clientes o solicitem. Assim, de lavador de carro você pode passar para proprietário de estação de lavagem de carro, o que, além de ampliar a sua fonte de renda, poderá empregar muita gente.
Se você é casado, procura amar a sua família e ela lhe dará muita alegria. A Compreensão, o respeito, a paz, a tolerância e o diálogo devem cultivar o dia-a-dia da sua família, das suas amizades e até mesmo no seu local de trabalho.  E assim, a felicidade que você deseja transbordará na sua vida. 
É bem possível que diga: “já li isto muitas vezes”, ou: “já ouço isso sempre”
Parabéns! É sinal de muita leitura da sua parte. Mas, mais do que ser leitor e ouvinte, melhor é avaliar o que se lê e tirar tempo para praticar.
Ponha em prática. Sente todo amor no que você faz; sente gratidão pelo que já tem. Tente fazê-lo por ora e para diante.
Surpreender-se-á com os magníficos resultados.






                                       Seja autêntico!
Nas páginas anteriores falei de alguém que largou o seu emprego por discordar das condições de trabalho e salariais que ostentava; falei também do que se divorciou da mulher por achar que a esposa já não era mais atraente…
Em paralelo a essas realidades, muitas pessoas andam muito preocupadas, querem acelerar ou mudar o curso da Natureza, só para satisfazerem os seus desejos. Podem acumular muito dinheiro, mas nem com isso conseguem sentir-se satisfeitos ou felizes.  Cuidam pouco de si e das suas conquistas e passam o tempo a compararem-se com os outros.
Às vezes não nos contentamos com o que temos.
Muitos de nós levamos a vida a competirmos contra o nosso próximo sem avaliarmos os meios que ele utilizou para chegar onde está, nem analisamos a sua idiossincrasia.
E fazendo algo para competir, aparecer ou impressionar a maior, jamais se terá uma verdadeira vitória (felicidade), porque cada ser humano é um ente singular e insubstituível entre os bilhões de outros seres humanos que viveram, vivem e viverão no Planeta Terra.
Por isso, não compita contra ninguém, nem faça comparações.
Seja autêntico e dê o melhor de si mesmo. Durma regularmente e acorde feliz esperando que, através dum esforço moderado e inteligente, as coisas aconteçam na devida altura e de forma natural.
Você sabe que toda a acção humana visa um objectivo a atingir; e para atingirmos qualquer objectivo existem regras a observarmos.
 Mas é de lamentar que muitas pessoas sacrificam-se sem regras, nem metas; o seu querer não conhece limites.
Sem regras, nem metas, não conseguiríamos andar, não conseguiríamos respirar, não sentiríamos a beleza da vida; nem teremos lugar a chegar. 
Sem regras, nem metas o nosso desejo será uma miragem. Quanto mais buscarmos satisfazê-lo, mais insatisfeitos estaremos. Por isso, muitos de nós, estamos o tempo todo atrás da satisfação (saciar a nossa sede), sem, entretanto conseguirmos uma harmonia para as nossas vidas.
Ainda me lembro do tempo em que frequentei o ensino médio. Uns dos meus colegas chegou a confessar-me que fizera muito esforço e todos os possíveis a ver se pudesse superar-me nas notas dos exames. Segundo ele, quanto mais tentava superar-me, mais fracassado se sentia, porque eu estava sempre no pódio.
Não é porque eu fosse mais inteligente que os meus colegas; pelo contrário, eu só conseguia ter boas notas em algumas ocasiões, e muitos dos meus colegas me superavam em muitos aspectos e diante deles eu me sentia ninguém. E eu só conseguia tais resultados por delimitar as minhas regras e as minhas metas, isto é, prestava muita atenção nas aulas, quase não faltava e além de visualizar as minhas metas, tinha mais tempo para estudar do que para frívolas actividades.
As pessoas que vivem por comparações, agem como se fosse alguém que sobe um taxi sem saber, antes, para aonde o taxi vai, nem tão pouco se o seu dinheiro vai ser suficiente para a gorjeta.
Essas pessoas podem até lograr metas, mas a sede exacerbada de quererem mais faz com que não consigam gerir bem as suas conquistas e consequentemente acabam ingratas e abismadas. E quando tal acontece, as pessoas tendem a terem uma vida azeda, às vezes exaustiva ao ponto de perderem a graça pela vida.
Essas pessoas vivem suportando sentimentos tóxicos amiudados por tristes recordações e fracassos.
Para elas tudo pode ser debalde, ruim, e podem sentir os seus corações fervendo de ansiedade.
Deveras é esta insaciabilidade que faz com que muitos homens amarrados aos desejos sem limites.
Pois:
Quem nada tem luta para ter,
E quando pouco tiver mais quererá ter.
Quem tem pouco, muito quer ter.
E quando muito tiver tudo quererá.
Já quem muito tem insatisfeito se sentirá.
E como tudo não se pode ter,
Acabamos no antro do sofrimento,
No final de tudo, vida perdida;
Portanto, do jeito que nascemos assim deixamos de viver.

Assim, é difícil sermos felizes...
É bom que sintamos gratidão pela vida de maneira a fazermos crescer o que temos e a vivermos a vida como uma festa.
Para tal, é necessário que os nossos pensamentos consubstanciem-se na positividade a fim de gerarem doces sentimentos, que, quando postos em cena, criem em nós um mundo fantástico, belo, agradável e pacífico.
Não é tarefa difícil, basta tentarmos praticar o que é socialmente correcto e aceite, cuja fórmula radica-se no amor, na solidariedade, na tolerância, na meditação, humildade e no arrependimento.
“E na medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmos e prazer no que fazemos - ou mesmo um grau ideal de ansiedade -, esses sentimentos nos levam ao êxito” ( Goleman 47: 2002).

Portanto é bom traçarmos metas e sabermos selecionar as coisas que na realidade precisamos, ou seja, devemos ter a capacidade de identificarmos as prioridades para as nossas vidas.
E o que realmente precisamos nos é revelado pela voz interior da qual falaremos nas páginas posteriores.
Caro leitor você se contenta com o que tem? Você vive por comparações?
Faça uma introspecção…
Continua…